Quando questionamos alguns fãs do jogo Football Manager sobre atletas que eles gostariam que nós procurássemos para conversar no F4L pelo Mundo, um nome esteve presente em quase todas as publicações: Ênio.

É normal que a galera procure nomes alternativos e que contem com atributos diferenciados para fugir dos padrões de contratações que acabam tornando o jogo monótono. Foi desta maneira que muitos encontraram um meia que é praticamente um a lenda no futebol coreano.

Confira o bate-papo na íntegra e saiba mais sobre a trajetória do jogador no mundo da bola:

1- A iniciação de um jogador na equipe profissional nem sempre é fácil. Você começou pelo Mogi Mirim e teve uma passagem pelo São Caetano. Conte como foi esse momento e quais são as maiores dificuldades até que o atleta consiga se firmar?
Eu tive todas as condições necessárias no Mogi Mirim ate chegar ao profissional. Cheguei no clube com 15 anos e nunca faltou nada pra minha formação como atleta. Logicamente que você passa por algumas dificuldades, principalmente por sair novo de casa, ficar longe da família, enfrentar o mundo sozinho. A maior dificuldade é você ficar longe da família.

2- Aliás, pelo Mogi Mirim você teve a oportunidade de jogar ao lado do Chicão (ex-Corinthians e hoje no Flamengo), Zé Luis (Ex-São Paulo e Atlético-MG) e Luís Mário (Ex-Corinthians). Como foi o período no interior do estado de SP? Como você vê o enfraquecimento dos times pequenos por todo o Brasil?
Foi uma grande experiência passar pelo Mogi Mirim, clube que formou vários jogadores, como você citou, e ter convivido com eles foi muito bom. Enfraqueceu depois que entrou a Lei Pelé, ajudou muitos jogadores, mas enfraqueceu os clubes pequenos. O Mogi Mirim vivia disso, todo ano vendia jogadores.

3- Após sair do Mogi, você teve a sua primeira experiência no futebol oriental através do Suwon Bluewings. O que aconteceu para ter durado tão pouco tempo? O que faltou para permanecer por mais tempo na Coreia do Sul?
Eu tinha apenas 21 anos,fui sozinho pra um pais totalmente diferente,sem experiência nenhuma. Na época eram 5 vagas para estrangeiros, só podiam jogar 3. No Suwon tinha jogadores de nome, como Tuta, Nadson, o romeno Gabriel Popescu. Eu fui como uma aposta para o futuro do clube, mas no final da temporada acabou trocando toda a comissão técnica e mudaram os planos.

4- Depois de sair do Grêmio, você rodou uma série de clubes pequenos (Murici, VIla Nova, Marília, Coruripe e CRB), como foi esse período para você? Em algum momento da sua carreira você sentiu medo ou receio? Qual era e é a sua maior motivação para manter-se firme na carreira?
Depois q vim parar no Murici de Alagoas em 2006 (não estou querendo menosprezar o Murici, mas comparando com outras equipes de expressão que joguei) foi onde tudo mudou na minha carreira, foi onde cresci profissionalmente. No momento que cheguei pensei que tinha acabado por ali, mas foi onde tudo mudou pra melhor.

5- A sua segunda passagem pelo futebol sul-coreano foi pelo Daegu e, em seguida, você teve a oportunidade de atuar pelo Jeonbuk Motors. Explique um pouco sobre o futebol na Coreia do Sul? Como é a estrutura das equipes, da competição e sobre a cultura local? Em algum momento você sentiu dificuldades no país?
Quando voltei em 2006 pra Coreia foi totalmente diferente. O futebol já tinha crescido por lá, algumas equipes já estavam estruturadas e outras se estruturando. Futebol muito competitivo, com muita forca e velocidade. Na segunda vez eu não tive nenhuma dificuldade, fui muito focado, pois tinha colocado na minha cabeça q seria minha ultima oportunidade no futebol.

6- Como foi a sua vida no Jeonbuk? Pelo clube você conquistou o campeonato nacional por duas vezes. Faltou algo ou você acha que o seu ciclo na Coreia já estava no fim?
O Jeonbuk eh a minha segunda casa,tenho um carinho enorme pelo clube.Conquistamos o inédito campeonato coreano pelo clube em 2009,e depois em 2011 e o vice da Liga dos Campeões da Ásia, além de vários prêmios individuais. Ano passado achei que estava na hora de respirar outros ares.Mas não sei se meu ciclo encerrou,tenho sondagens de lá.

(Explicação da pergunta n°7): Existe um jogo chamado Football Manager onde o indivíduo é o treinador de qualquer time do mundo e exerce todas as funções de um técnico de futebol e também procura jogadores ao redor do mundo para contratar. O seu nome é um dos mais procurados e respeitados. Aliás, muitos dos jogadores deste jogo sugeriram o seu nome.

7- Existe um jogo chamado Football Manager e o seu nome é bastante procurado pelos jogadores que costumam observar o mercado asiático. Como você lida com isso? Já tinha conhecimento desta sua fama? O que você acha das pessoas conhecerem o seu trabalho mesmo sem ter tanta chance de acompanhar os jogos das equipes que você representou?
Eu não conheço o jogo,mas fico feliz em saber q tudo q fiz na Ásia tem esse reconhecimento. Sei do que fiz por lá, principalmente no Jeonbuk, mas só temos noção quando recebemos noticias assim. Isso nos traz mais motivação pra continuar o trabalho.