A Copa Libertadores da América desperta um sentimento muito forte em alguns times e não é diferente com o Grêmio. A magia e o simbolismo que essa competição tem para o torcedor tricolor é algo muito difícil de explicar.

Não à toa, os gremistas vivem nesta quarta-feira um misto de nervosismo e alegria. Não conseguem entender como os ponteiros do relógio não chegam na hora do pontapé inicial, do toque na bola que pode garantir ao Imortal o seu terceiro título continental, chegando ao seleto grupo que, no Brasil, conta apenas com Santos e São Paulo.

Isso porque ainda não falamos sobre a trajetória da equipe na competição, com os constantes comentários sobre determinados jogadores que não foram aproveitados em outros clubes e com a estranha necessidade de apontar o lado folclórico do técnico Renato Portaluppi e não os seus feitos até então.

Infelizmente, nós que vivemos em São Paulo, estamos acostumados e condicionados a acompanhar apenas o que acontece no nosso quintal. Entretanto, estamos acompanhando de perto a história de um clube que, realmente, não possui o elenco mais vistoso dos últimos anos, mas, que consegue fazer o necessário para vencer dentro da filosofia peleadora que estamos acostumados a ver em solo gaúcho.

Na partida desta noite, diante do Lanús, não vai ser diferente. Além das acaloradas polêmicas que aconteceram no último jogo e a histórica rivalidade entre Brasil e Argentina, vamos acompanhar um jogo em que todos vão brigar até pelo último cm² de gramado.

É dia de deixar a alma em campo. De transformar o uniforme numa extensão do corpo. De fazer com que cada torcedor que estará na arquibancada, na Arena do Grêmio, nos bares ou no sofá de casa, seja parte do time.

Que as mãos que já fizeram vários e vários milagres nesta Libertadores permitam que Marcelo Grohe possam assombrar mais uma vez a torcida adversária. Que Geromel encarne o espírito de Hugo de León e se torne o novo Capitão América, como foi um dia o eterno Adilson Batista.Que Luan se inspire naquele Renato Gaúcho de 1983 e retome a mística camisa 7 que também já foi usada pelo folclórico Paulo Nunes.

Que a força esteja com o Grêmio nesta noite. Que a América seja reconquistada pelo Imortal do Rio Grande do Sul!

Fotos: Lucas Uebel / Grêmio FBPA