Todo ano de Copa do Mundo alguns sites relembram da final da Copa do Mundo de 1998, em Paris. O time brasileiro, comandado pelo eterno Mário Zagallo, tinha pela frente os franceses, donos da casa.

E o que é mais relembrado é do ex-atacante e camisa 9 daquela seleção: Ronaldo, o fenômeno. Na época, atuando pelo time italiano da Inter de Milão e balançando as redes 34 vezes, o goleador marcou quatro gols até a final – incluindo o primeiro gol do empate semifinal do Brasil com a Holanda, que foi para os pênaltis.

O debate é sempre naquela história do que teria acontecido antes da final com o Fenômeno brasileiro e como isso afetou o Brasil posteriormente. O site FourFourTwo criou o vídeo-documentário ‘Ronaldo’s Redemption’, que o próprio ex-jogador explica exatamente como as coisas aconteceram e, ainda, fala sobre a sua volta por cima na Copa de 2002.

“Eu decidi descansar depois do almoço e a última coisa que me lembro foi de dormir”, lembra ele. “Depois disso, tive uma convulsão. Eu estava cercado de jogadores e o falecido Dr. Lidio Toledo estava lá. Eles não queriam me dizer o que estava acontecendo. Leonardo me pediu para dar uma volta no jardim do hotel onde estávamos e explicar toda a situação. Disseram-me que eu não jogaria a final”, disse Ronaldo.

Ele ainda lembrou que os exames médicos não mostraram nada que fosse anormal para o atacante ficar sem disputar esse grande jogo. “Era como se nada tivesse acontecido. Depois disso, fomos ao estádio com uma mensagem de Zagallo dizendo que eu não iria jogar. Eu tinha resultados de teste na minha mão – Com o Dr. Toledo dando luz verde, aproximei-me do [Mario] Zagallo no estádio e disse: ‘Estou bem. Não estou sentindo nada. Aqui estão os resultados do teste. Quero jogar’”, completou.

“Eu tive a minha honra e senti que podia jogar”, explica Ronaldo (Divulgação)

O Fenômeno acha que talvez isso tenha afetado todo o time pois a convulsão, de acordo com ele, foi assustador.  “Não é algo que você vê todos os dias. De qualquer forma, eu tinha um dever para com o meu país e não queria perder isso. Obviamente não foi uma das melhores partidas da minha carreira, mas eu estava lá para cumprir o meu papel”, finalizou o ex-jogador.